Responsabilidade Social

Enquanto organização activa na sociedade, a FENPOL rege-se por determinadas regras e condutas. A responsabilidade social é um importante factor no dia-a-dia de todos os representantes da federação e de todos os seus associados.

Embora a acção das associações sindicais da PSP vise essencialmente melhorar as condições dos profissionais que representam, convém recordar de que se tratam de organizações às quais deve também ser exigida uma acção de responsabilidade social, que as coloque em igualdade face às demais organizações do sector público e privado. Independentemente da sua área de acção ou do sector em que se inserem, a responsabilidade social gera um inestimável beneficio ao Estado e sociedade civil, mas serve em simultâneo para criar uma imagem positiva às organizações que a promovem, cada vez mais importante para que se desenvolvam de modo saudável, melhorem a capacidade de relacionamento com o mundo exterior e a sua competitividade.
 
Ora a visão de uma instituição cuja valência se centra na prestação directa e indirecta de assistência às carências de um grupo de cidadãos que partilham entre si a mesma profissão, é a base que dá forma à FENPOL. A organização posiciona-se assim no espaço das instituições não-governamentais, procurando um carácter social único no contexto das associações sindicais da PSP, que acaba por conferir-lhe uma abrangência diferente das suas congéneres. Mas isso mesmo não significa que a FENPOL se exclui da valência principal – a promoção de novas e melhores condições para os profissionais da Polícia de Segurança Pública; significa que procura ampliar a sua esfera de influência e acção, de modo a criar uma conjuntura que permita privilegiar a valência que lhe dá razão social.
 
Para a FENPOL só uma visão inovadora servirá para despoletar uma acção inovadora, da qual resultem respostas concretas para os problemas que afectam os efectivos da PSP – sobretudo perante a conjuntura de crise social e financeira, que afecta igualmente os portugueses e diminui o Estado. A resposta na área da saúde, justiça, educação – entre outros – já não passam apenas pelo tradicional combate sindicalista e subsequente exigência ao Estado, feita no sentido de que esse assuma a responsabilidade de suprir as faltas. Passa também pela criação de sinergias no sector público e privado – e mesmo de investimentos em equipamentos sociais – que permitam responder a problemas concretos, em harmonia com o esforço do Estado e as necessidades da corporação. E passa ainda pela inclusão dos cidadãos no urgente debate social sobre os problemas que afectam os polícias e a população nas diferentes localidades. Porque na mesma medida em que procura valor junto de cidadãos e organizações, a instituição deve assumir o compromisso de lhes aportar valor.
 
É esse o caminho escolhido pela FENPOL, encarando Estado e Corporação como parceiros sociais, sem excluir empresas e organizações de solidariedade, através das quais poderão encontrar-se novas soluções para os profissionais da polícia, tida em conta a diversidade de experiências. Uma instituição aberta à sociedade civil, interessada na contribuição de todos e motivada pela intervenção em favor de todos. No fundo uma instituição que privilegia o diálogo e a acção concertada entre diferentes parceiros sociais em favor nacional da segurança.